13.6.08

Santos Populares

Ao longo do tempo a vila de São Teotónio tornou-se conhecida através do Festival dos Mastros, que ultimamente se realiza em anos ímpares.

Sendo este ano par, não contaremos com o cenário de verdadeira transfiguração multicolor que ocorre no mês de Junho, todavia as celebrações dos Santos Populares iniciam-se agora e em S. Teotónio, como sempre a festa tem de ser rija! Para a tradição ser a valer lembramos que nada como uma fogueira para aquecer a festa – alecrim, perpétuas e rosmaninho!

Imagem da Festa de Santo António no Quintalão - Junho de 2008.

11.6.08

A escassez dos bens de consumo já chegou a São Teotónio!

A paralisação das empresas de transportes começa a afectar o fornecimento de bens em todo o país. Depois da falta de peixe fresco provocada pela greve dos pescadores, começam agora a escassear a carne, a fruta e os vegetais, tal como os combustíveis que estão a esgotar nos postos de abastecimento.

Em São Teotónio os supermercados reflectem a crise que o país atravessa e os postos de combustível acusam a falta de fornecimento e o aumento da demanda. Como os camionistas ameaçam continuar este protesto até ao fim-de-semana, a população alarmada tem abastecido a despensa, o frigorífico e o depósito do carro.

Todavia, a porta do diálogo está aberta e esta noite os representantes das pequenas transportadoras reunem-se no Centro de Exposições Exposalão, na vila da Batalha para decidirem se o acordo estabelecido entre a ANTRAM e o governo ao longo do dia satizfaz as suas reividincações, uma vez que a principal causa desta paralização - o preço dos combustíveis permanecerá elevado e não se perpectiva a criação de um combustível profissional para empresas transportadoras.

A ANTRAM incita os seus associados que se encontrem paralisados a retomarem as suas actividades.

O acordo celebrado hoje contempla os seguintes parâmetros:

Consagração legal de fórmula de revisão automática dos preços dos serviços, de acordo com as variações do preço do combustível, e estabelecimento de coimas pelo seu incumprimento;

Consagração legal do prazo máximo de 30 dias para o pagamento dos serviços de transporte, e estabelecimento de coimas pelo seu incumprimento;

Majoração em 20% dos custos com combustível para efeitos de IRC;

Diferimento do pagamento do IVA ao Estado para o momento do recebimento efectivo do serviço de transporte, a partir de 2009;

Criação de incentivo à renovação de frotas (prémio ao abate, incentivo à instalação de filtros de partículas e custeio, por parte do Estado, do diferencial de custo de aquisição entre veículos Euro 4 e Euro 5);

Reintrodução dos descontos nas portagens das auto-estradas (entre 30% e 50%);

Manutenção do valor do ISP para 2009;

Manutenção do valor do IUC nos próximos três anos;

Criação de apoios à formação no sector e criação do Centro de Novas Oportunidades para Transportes;

Assumpção pelo Ministro dos Transportes do dossier das Ajudas de Custo TIR;

Criação de um grupo de trabalho envolvendo os Ministérios dos Transportes e do Trabalho, para adaptação da legislação laboral à especificidade do sector.


Imagem Extraída do Banco de Imagens do Google.
Fonte: http://www.antram.pt/

7.6.08

1.ª Mostra de Produtos da Terra

Inicia-se hoje a 1.ª Mostra de Produtos da Terra na localidade do Brejão, freguesia de São Teotónio. O certame contará com cerca de vinte expositores que divulgarão os produtos ligados às actividades económica daquela zona. O artesanato, a cultura e as tradições da aldeia do Brejão também farão parte desta mostra, que será animada com vasto programa musical, estando prevista a actuação de diversos artistas locais.
A mostra estará patente ao público até ao dia 10 de Junho, no Centro Cultural do Brejão, entre as 17.00 h e as 24.00 h. As entradas serão gratuitas.

Fonte: Jornal das Freguesias Alentejo

22.5.08

A Bandeira Azul

A poucos dias da abertura oficial da época balnear 2008 a comunicação social revelou as praias e marinas galardoadas com a bandeira azul. Entre as eleitas figuram três praias do concelho de Odemira: Zambujeira do Mar; Carvalhal e as Furnas em Milfontes.

Ao longo dos últimos anos os responsáveis autárquicos não submetiam as praias do concelho a esta seriação, por alegadamente discordarem dos critérios de apuramento, já que a atribuição deste galardão impõe que as praias e marinas cumpram um conjunto de requisitos que contemplam a qualidade ambiental, a segurança e bem-estar, a existência de infra-estruturas de apoio, informação aos utentes e a promoção da sensibilização ambiental.

Foi mesmo uma mera teimosia justificada por não existir rigor nos critérios de análise das águas que se baseiam no ano anterior à atribuição do prémio ou as praias não cumpriam os requisitos exigidos?

Sabemos que a ostentação das bandeiras azuis é uma mais-valia para o turismo da região, será então que a autarquia não afastou investidores e turistas, desprestigiando as praias do concelho com este boicote à Bandeira Azul?

A opinião pública é implacável e devastadora e quando as praias deixam de ostentar a bandeira azul, levantam-se suspeitas que normalmente prejudicam o turismo, o comércio e contaminam os “ares” e a fama da região.

12.5.08

A agricultura que temos será a que queremos?

A modulação dos terrenos, a ligação aos ciclos da natureza e às características do lugar, as texturas, as cores e os aromas em constante mutação, a celebração da vida e da sua renovação em cada sementeira e em cada colheita, a compartimentação dos campos e divisão das parcelas, o uso da água e a genialidade dos sistemas de rega, a tranquilidade interrompida pela azáfama dos trabalhadores e das máquinas, a cultura popular cunhada por tradições ancestrais geradas num meio onde o homem e a terra se fundem. Imagens bucólicas daquela que é seguramente uma das actividades mais destruidoras do planeta.

Ao longo das últimas décadas as actividades do sector primário foram alvo de grandes alterações, no sentido de maximizar a produção e minimizar os riscos, nomeadamente a vulnerabilidade perante os fenómenos da natureza. As lavouras tradicionais dependentes das características do meio em que eram produzidas dão hoje lugar a outro tipo de culturas muito mais impositivas. A agricultura é uma actividade económica e alguns dos agentes intervenientes neste sector em Portugal não souberam acompanhar as evoluções.

Hoje os campos agrícolas são sacrificados com vastas extensões de monoculturas intensivas que são alimentadas com aditivos e nutrientes específicos para cada plantação. Os químicos – fertilizantes e pesticidas são introduzidos no solo sem qualquer tipo de controlo. Hoje as culturas não necessitam de se adaptar ao lugar, porque o lugar pode adaptar-se às culturas. Cria-se a climatização certa, equilibra-se o solo ou outro meio com os nutrientes necessários, usam-se sementes modificadas e obtém-se a cultura pretendida, com a cor, a forma e o estalão mais vendáveis.

Este tipo de agricultura é evidentemente invasiva, contamina os lençóis freáticos, altera a natureza dos solos, esgotando-os, prejudicando espécies endémicas animais e vegetais. Estes métodos altamente lucrativos apresentam-se hoje como os mais fiáveis para os agricultores portugueses que quiserem ser competitivos num mercado em que o escoamento de produtos perecíveis é usualmente comprometido pelas dificuldades geradas pela cotização e distribuição.

Em Odemira, onde o sector primário ainda ocupa um lugar determinante na economia do concelho, largos hectares de terreno são ocupados por culturas de grande rendibilidade, nomeadamente os frutos vermelhos para serem vendidos em mercados internacionais. O Sr. Presidente da Câmara Municipal disse recentemente à comunicação social que não permitiria que Odemira se assemelhasse ao sul de Espanha (por ex. Almería e Adra em particular, onde as estufas cobrem vastidões de terra, as imagens do "Google Earth" são bem explícitas).

Porém, desde os tempos do famoso Thierry Roussel os campos e até as dunas em pleno Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina têm vindo a ser ocupados pela agricultura plástica. Inicialmente, este investimento essencialmente estrangeiro criou emprego numa zona onde a escassez de indústria, dificulta a entrada no mercado de trabalho de uma população pouco escolarizada.

Hoje os ingleses, holandeses, americanos, espanhóis continuam a investir no concelho, porém empregam mão-de-obra ainda mais “barata” e nos campos de Odemira trabalham chineses, tailandeses, búlgaros, romenos… Em Odemira procura-se alternativas ao trabalho do campo, os jovens actualmente com mais formação escolar e qualificação tecnico-profissional continuam a partir para outras regiões, deixando a região vazia dos seus frutos, envelhecida nas suas raízes e com uma população não residente de trabalhadores vindos de todas as partes do globo.

Os solos vão-se esgotando, o Parque Natural vai empobrecendo e os odemirenses continuam sem trabalho e sem usufruir plenamente desta economia parasita que se instalou no concelho.

Texto cedido pela Marianne para publicação neste blogue.

20.4.08

Nossa Senhora de Fátima Peregrina

O dia 20 de Abril foi marcado pela chegada da Nossa Senhora de Fátima que permanecerá 15 dias na paróquia.

Logo após a recepção da Nossa Senhora na Fataca, iniciou-se o cortejo automóvel que conduziu a uma cerimónia no Lar de Idosos de São Teotónio.

Seguidamente, a Nossa Senhora foi levada em procissão para as cerimónias na Igreja Matriz. A primeira visita à paróquia da imagem peregrina de Fátima ocorreu há 57 anos.

8.4.08

Exposições no Lar de São Teotónio

Aproveite a oportunidade para visitar familiares e amigos e conhecer duas mostras em exibição no Lar de São Teotónio.

Para além dos trabalhos manuais realizados pelos utentes do lar, está também patente uma pequena exposição com o espólio da viagem Lisboa/Macau realizada em Abril de 1924 pertencente ao Museu do Ar, em que pode conhecer os feitos de figuras ilustres, como Sarmento de Beires, Manuel Gouveia e o aviador odemirense Brito Pais.